“A Fonte Nova nem de chuva precisou para desabar. Desabou por outro tipo de escoamento”, atacou Sandro Régis ao defender a gestão municipal

Sandro Régis defendeu o prefeito ACM Neto durante a sessão desta terça-feira

(Por Fernanda Dourado) 

Apesar do dilúvio que caiu em Salvador, o clima pegou fogo no Poder Legislativo baiano. O deputado estadual, Sandro Régis, (DEM) não gostou nem um pouco das críticas dos parlamentares governistas que usaram a Tribuna para atacar o prefeito de Salvador, ACM Neto, ao afirmar que o gestor municipal não investe em obras estruturantes e ações preventivas e que por isso, segundo governistas, a cidade de Salvador viveu um verdadeiro caos nesta terça-feira com as chuvas que caíram na madruga e hoje durante todo o dia. 

Fonte Nova desabou em 2007

Visivelmente irritado, o democrata disse que a ala petista tem uma memória seletiva e atacou: “O ex-governador da Bahia e atual senador da república, Jaques Wagner, gastou mundos e fundos para recuperar a Fonte Nova e a Fonte Nova nem chuva precisou para desabar”, afrontou o legislador ao lembrar da tragédia que vitimou sete pessoas na antiga Fonte Nova em 2007 – quando parte da arquibancada do anel superior do estádio desabou durante o jogo entre Bahia e Vila Nova, partida valida pela Série C do Brasileirão daquele ano.

Vidraça 

Com um olhar irônico, o demista completou: “Desabou não foi pelo tipo de chuva, mas, sim, por outro tipo de escoamento. Esquece que antes de atirar pedra são grande vidraça”, afirmou. O parlamentar não citou, mas insinuou a investigação contra o ex-ministro dos governos Lula e Dilma, ex-governador da Bahia pelo PT, e senador Jaques Wagner, que foi suspeito de receber propina na construção da Arena.

Explicação 

O democrata ainda disse em tom elevado de voz que alguns colegas governistas fazem “discursos politiqueiros e politicagem suja” e “esquecem de um passado tão presente”. E continuou: “Antes de criticarem essa chuva que cai em um dia só e é mais que a média de um mês… deveriam explicar o escândalo da Fonte Nova. “Morreram famílias. Em menos de um mês inaugurada, reformada, desabou”, bradou o demista! E questionou: “Por que não sobe aqui para explicar?”. 

Duelo 

O deputado concluiu seu discurso dizendo que ao invés de críticas os parlamentares que estavam fazendo discursos acusatórios, segundo ele, deveriam ajudar a cidade e as pessoas neste momento. “Nós não estamos usando a tribuna para ficar agredindo ou xingando. Por que assuntos nós temos de sobra! Conteúdo nós temos para terminar a legislatura e a próxima. Mas se for para baixar o nível nos topamos também. E vamos saber quem ganha o debate”, ameaçou o democrata. 

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