Coronavírus: estoque de máscaras de proteção está praticamente zerado na Bahia

Mesmo sem casos do coronavírus confirmados na Bahia, há cinco em investigação em Salvador e a população anda apreensiva. Natural de Feira de Santana – onde há um caso suspeito sendo monitorado -, a dentista Emily Borges tem viagem marcada para a Itália, mas, apesar de tudo comprado e reservado, está indecisa se vai. O país tem a maior concentração de ocorrências em toda a Europa, com 322 casos confirmados e 11 mortes, segundo boletim da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ela teme não poder visitar alguns locais, fechados por conta da circulação do vírus, e ainda tem receio da quarentena na volta. Se decidir ir, máscaras descartáveis e álcool em gel vão entrar na mala. Em Salvador, a procura pelos dois itens disparou em após os anúncios no país de casos suspeitos do novo coronavírus. Em emergências de hospitais, pacientes e funcionários usam máscaras.

Nesta quinta-feira (27), CORREIO percorreu dez farmácias da capital nos bairros da Pituba, Rio Vermelho, Comércio, Cajazeiras e Piatã para checar a disponibilidade dos itens. Entre as consultadas, só três tinham máscaras e em pouca quantidade.

De acordo com Luiz Trindade, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia (Sincofarba), o movimento de vendas era considerado normal há três semanas, com faltas pontuais, mas houve uma corrida às drogarias. Trindade diz que o estoque de máscaras descartáveis no estado está praticamente zerado. O álcool em gel, por outro lado, ainda não está totalmente desabastecido, mas ele também cita dificuldade em conseguir o produto nas distribuidoras.

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