Em meio a denúncias de atentado contra Prisco, MP e Civil deflagram operação contra grevistas

Em meio a mensagens de aúdios e fotos que circularam na madrugada denunciando um suposto atentado contra o deputado estadual Soldado Prisco (PSC), líder do movimento grevista da PM, que teria sido alvejado por tiros com colegas próximo à sede da Aspra, no centro da Cidade, o Ministério Público da Bahia e a Polícia Civil deflagraram no início da manhã desta quarta-feira uma operação contra todas as sedes da Associação dos Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia, em Salvador e no interior do Estado.

Nas sedes da entidade, que foram interditadas, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão. A decisão da Justiça atende a pedido formulado pelo MP, que denunciou que a Aspra tem realizado assembleias incitando movimento paredista entre os policiais, afrontando o artigo 142 da Constituição Federal, que o proíbe, e causando grave risco à segurança pública e à coletividade. Ainda de acordo com a SSP, a operação abrange os 20 municípios onde a Aspra tem sede.

Além de Salvador, a operação acontece em Alagoinhas, Barreiras, Feira de Santana, Guanambi, Ilhéus, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Porto Seguro, Santa Maria da Vitória, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Serrinha, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Além da interdição e da busca e apreensão de documentos, computadores e dinheiro, também foi determinado o bloqueio das contas da instituição numa operação da qual participam, segundo a SSP, 20 promotores de Justiça.

A greve da PM, embora com baixíssima adesão, foi deflagrada no dia 8 de outubro, momento a partir do qual os líderes do movimento foram acusados de vários atos ilícitos, como invasões, arrombamentos, interdições de tráfego e até de ligações com o tráfico. O MP abriu um inquérito para apurar os casos contra os policiais na semana passada e a Corregedoria da PM também instaurou inquérito na última terça-feira (14). Além das imagens do carro supostamente alvejado e dos áudios com relatos desesperados de pretensos grevistas, denunciando o atentado, os líderes do movimento não forneceram mais nenhuma informação sobre o estado do deputado e dos colegas.

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