Publicada em 04 de Janeiro de 2019 ás 12:13:15
Contestações da Justiça podem redistribuir cadeira de Isidório no Congresso em 2020

O pastor sargento Isidório (Avante) pode enfrentar uma dificuldade para se licenciar do recém-conquistado cargo de deputado federal para disputar a prefeitura de Salvador em 2020. A candidatura foi um pedido do partido do evangélico para ajudar a legenda a conquistar mais cadeiras na Câmara Municipal de Salvador (lembre aqui). Uma recente decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que suspendeu a diplomação do 1° suplente da coligação de Isidório, e novas regras impostas pela cláusula de desempenho para candidatos podem deixar o grupo do sargento sem substitutos. O fato pode deixar a cadeira na Câmara dos Deputados nas mãos de um partido de fora do grupo quando o pastor decidir se afastar de Brasília pela eleição municipal. Além de dois deputados federais, a coligação Avante e Pros também diplomou dois suplentes para o caso de Isidório ou Tito (Avante) precisarem se afastar do cargo no Congresso para, por exemplo, assumir a gestão da capital baiana. Os "reservas", entretanto, podem enfrentar contestações da Justiça. O primeiro suplente da coligação de Isidório, Dr. João, teve diploma suspenso por uma liminar após o TRE entender que o candidato praticou abuso de poder religioso. Dr João promoveu e participou de atividades religiosas de grande proporção na Igreja Mundial do Poder de Deus em prol da sua campanha durante o período eleitoral. O doutor João Antônio Holanda Caldas foi galgado a condição de “candidato do Bispo França e do Apóstolo Valdemiro” na Bahia e, com isso, conquistou votos pela igreja. Segundo suplente da união entre o Pros e Avante, Pai Robinho (Pros) também pode enfrentar contestações para assumir a cadeira de deputado federal quando Isidório se licenciar para disputar a prefeitura. O candidato teve votação menor do que os 10% do quociente exigido pela nova regra eleitoral.A cláusula de desempenho dos candidatos foi estabelecida pela Lei 13.165/15 e prevê que um deputado federal, estadual ou distrital precisa ter o número de votos mínimos do quociente eleitoral para se eleger. A intenção é inibir os casos em que um candidato com poucos votos seja eleito com a ajuda dos chamados "puxadores" do partido ou da coligação. Pelas novas regras, Pai Robinho teria que ter alcançado 17.300 votos para ultrapassar a barreira. O nome, porém, não atingiu a marca dos 10 mil eleitores, ficando abaixo do quociente eleitoral - que é a quantidade de votos válidos dividida pelo número de vagas em cada estado - da Bahia.

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