Obra de Irmã Dulce marcou bairro de palafitas símbolo da pobreza em Salvador

Primeiro vieram as montanhas de lixo, aterrando o mar da baía de Todos-os-Santos. Depois barracos de madeira começaram a ser erguidos em palafitas, fincadas sob o mangue e o vaivém da maré. Entre as casas, pedaços de tábua se tornaram becos e vielas. Criado a partir dos anos 1940, o conjunto de favelas dos Alagados foi por décadas o principal símbolo da pobreza em Salvador. E foi justamente lá que Irmã Dulce começou o seu trabalho social de acolhimento a pobres e doentes.

Ela será canonizada no domingo (13), em cerimônia chefiada pelo papa Francisco, no Vaticano, após ter dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica. Irmã Dulce será a primeira santa brasileira. A freira baiana voltou a Salvador, sua cidade natal, em 1934, depois de ter passado dois anos enclausurada no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em Sergipe, onde prestou os seus votos. Sua primeira missão foi na área de saúde: trabalhou na limpeza e na portaria do Hospital Espanhol, até chegar ao posto de enfermeira. Depois, migrou para a educação e foi ensinar em uma escola na Cidade Baixa.

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