Sindicato pede suspensão de impostos caso shoppings fechem pelo coronavírus

Presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas-BA), Paulo Motta defende que, caso seja necessário fechar estabelecimentos comerciais em Salvador, que o prefeito ACM Neto (DEM) conceda a suspensão do pagamento de impostos para garantir a “sobrevivência da atividade produtiva na cidade”. Medidas na área tributária foram anunciadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para minimizar os efeitos do coronavírus em todo o Brasil.

“Vamos acompanhando as iniciativas da prefeitura, que são necessárias. São importantes para preservar a vida, mas temos que procurar alguma contrapartida em termos de impostos. Suspensão de cobrança de IPTU, ISS, taxas de funcionamento, passivos contenciosos das empresas e pessoas físicas junto à Fazenda Municipal. Isso tudo precisa ser suspenso para todos enfrentarmos essa situação que estamos vivenciando”, pediu, em entrevista ao Bahia Notícias.

Nesta segunda-feira (16), o prefeito decretou suspensão de 15 dias das aulas da rede municipal de ensino e a interrupção, por tempo indeterminado, de recadastramento para pensionistas e aposentados; de férias e licenças de profissionais da área de saúde, Guarda Municipal, secretaria de promoção Social e Defesa Civil; e autorizou trabalho remoto para todos os funcionários acima de 60 anos. Também nesta segunda, o governador Rui Costa suspendeu aulas da rede estadual por 30 dias na capital baiana e também a realização de eventos com mais de 50 pessoas, incluindo religiosos, esportivos e culturais.

O decreto, contudo, ainda não versa sobre fechamento de shoppings e espaços comerciais, por exemplo. Motta diz que o sindicado não é contrário à medida. “Se for necessária a suspensão da atividade econômica em função da vida, não temos o que fazer. Se for para enfraquecer a sobrevivência do vírus, tem que ser feito”, acrescentou.

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