“Zé Neto e Zé Raimundo estavam na frente no primeiro turno. Com a presença de Rui Costa e Jaques Wagner no segundo turno, eles perderem a eleição. A Bahia rejeitou o governador e o senador”, alfineta Sandro Régis

 

(Por Fernanda Dourado)

 

O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, Sandro Régis ( DEM), ironizou a declaração do senador da república e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner que afirmou em seu Twitter que “Na Bahia, tem gente comemorando precipitadamente. É bom lembrar que apressado come cru. Em 2016, também não ganhamos Salvador, Feira, Conquista e Camaçari”. De acordo com o Democrata, que é um ferrenho defensor do prefeito de Salvador, ACM Neto, no Parlamento, a maior prova de rejeição do PT na Bahia foi o segundo turno. “Zé Neto e Zé Raimundo estavam na frente no primeiro turno. Mas durante a campanha do segundo turno, Rui Costa e Jaques Wagner foram diversas vezes em Vitória da Conquista e Feira de Santana. Resultado: os que estavam na frente no primeiro turno perderam a eleição. A Bahia rejeitou o senador e o governador”, alfinetou o democrata. O líder da oposição não poupou críticas ao maior adversário político do DEM, o PT. “Pela 1ª vez desde a redemocratização, PT não elege nenhum prefeito em capitais. A Bahia e o Brasil não querem mais o modelo PT de governar”, afiançou Sandro Régis ao completar referindo-se ao senador Jaques Wagner que “O pior cego é o que não quer ver”, ironizou.

PT saiu do mapa eleitoral das capitais

O PT não elegeu ninguém em uma capital pela 1ª vez desde a redemocratização. As apostas do 2º turno eram: Marília Arraes, em Recife (PE); e João Coser, em Vitória (ES). Perdeu nas duas. Neste ano, 57 municípios tiveram 2º turno. O partido tinha 15 nomes na 2ª rodada de votação. Já o DEM elegeu prefeitos em quatros capitais do país: Rafael Greca em Curitiba; Gean Loureiro em Florianópolis; Bruno Reis em Salvador e Eduardo Paes no Rio de Janeiro. O DEM perdeu apenas para o MDB que elegeu cinco prefeitos em capitais.

Eleição de 2016:

Nas últimas eleições municipais, também foram 57 as cidades que definiram os prefeitos no 2º turno. O PT disputava em 7. Era o ano do impeachment de Dilma Rousseff e auge da Lava Jato. Os petistas só conseguiram eleger 1 nome: Marcus Alexandre, capital Rio Branco (Acre). Mas ele renunciou ao cargo em 2018 para disputar o governo estadual. E acabou perdendo. Em 2016, o DEM elegeu apenas uma capital: ACM Neto; prefeito de Salvador.

Ápice

O auge da sigla de Lula nas capitais foi em 2004, quando conseguiu 9 capitais. Na época, a sigla detinha a Presidência da República.

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